Você conhece os tipos de escovas de dente disponíveis no mercado?

Tempo de leitura: 6 minutos

Você já se deparou, nas prateleiras de supermercados e farmácias, com os mais variados tipos de escovas de dente e ficou encarando até decidir qual levar para casa. Se você teve muitas dúvidas, você não está só: a educação bucal nem sempre é instruída nas escolas.

A escovação vai muito além dos movimentos de ir e vir. É como se fosse uma orquestra: para dar certo, é preciso harmonização da limpeza por fio dental, juntamente da escolha do creme dental e da escova adequada.

Com certeza, alguma das opções existentes no mercado vai atender a especificidade do paciente. A seguir, listamos alguns tipos de escovas com as respectivas funcionalidades. Acompanhe!

Materiais das cerdas e a disposição delas na cabeça da escova

As cerdas da escova de dente, normalmente, são compostas por fios de náilon (material artificial) — a crina de animal (material natural) está em desuso. Isso se explica pelo fato de a cerda de náilon conter características de durabilidade, flexibilidade e repulsão a alimentos e água, se sobrepondo à de crina de animal.

Outro aspecto significante está na disposição das cerdas nas escovas. Se você é bom observador, já reparou que elas estão organizadas em tufos. Aqui, a relevância está na quantidade de fileiras desses tufos. Um maior número de fileiras, usualmente quatro, possibilitará melhor limpeza devido à maior quantidade de cerdas.

Em contrapartida, essa grande quantidade de fileiras não necessariamente requer uma escova de cabeça grande, pois esta diminui a eficácia da limpeza.

Formatos da cerda e da cabeça da escova

Esses aspectos estruturantes são fundamentais para uma melhor usabilidade da escova na higienização bucal. Você já deve ter visto, por exemplo, escovas com cerdas de diferentes tamanhos. Essa tecnologia está associada ao excelente alcance das cerdas nos relevos irregulares da arcada dentária.

Existem também escovas com cerdas nas laterais com formatos arredondados nas pontas. Isso se deve à necessidade de limpeza dos dentes sem comprometer a gengiva, impedindo a sua retração. Ademais, essa cerda massageia a região da gengiva, melhorando o fluxo sanguíneo e a saúde bucal.

O formato da cabeça das escovas é outro importante aliado. Quanto maior a circunferência, menor a eficácia da sua limpeza. Nessa situação, ela impede que a escova chegue aos dentes do fundo, tornando esse local um depósito de resíduos.

Rigidez das cerdas

Via de regra, as cerdas podem ser macias, moderadas ou duras. Essa classificação se dá pelo diâmetro delas, em média 0,2 mm, 0,3 mm e 0,4 mm, respectivamente. Tome cuidado para não se equivocar na escolha. Embora a cerda dura seja duradoura, ela não é recomendável para todos os pacientes.

As cerdas duras podem ser usadas por pessoas que possuem prótese dentária sem que isso ocasione uma ocorrência grave. Nos demais casos, o seu uso costuma causar implicações, como a retração da gengiva e o desgaste do esmalte do dente, acarretando uma maior sensibilidade dentária.

Por outro lado, as cerdas macias são as preferidas da grande maioria dos pacientes. A flexibilidade das suas cerdas, além de muito confortáveis, permite uma higienização bucal cada vez melhor, pois alcança espaços de difícil acesso e se adapta às proeminências dos dentes.

Escova elétrica

A escovação, embora seja um procedimento simples na higiene dos dentes, pode se tornar algo muito mais fácil. Isso porque as escovas elétricas realizam parte do movimento da escovação.

Essas escovas são recomendadas, especialmente, para pacientes debilitados, com alguma deficiência na coordenação motora, ou até mesmo idosos. Isso assegura a independência e resgata a dignidade dessas pessoas por possibilitar a realização de atividades simples do cotidiano, como é a escovação.

É importante fazer uma ressalva ao uso dessas escovas. Elas desempenham diferentes movimentos, algumas na horizontal, outras circulares. Dê preferência para as que realizam movimentos circulares, porque alcançam, inclusive, por baixo da borda da gengiva.

Escova interdental

O asseio bucal pode ser reforçado pela escova interdental. Com sua ponta aguda cercada de cerdas, ela busca os pontos mais embaraçosos na hora da limpeza dos dentes.

Os espaços entre os dentes e a gengiva, por exemplo, requerem uma limpeza delicada. Nessa situação, uma ótima opção é o uso da escova interdental, que se aloca entre os dentes e, com movimentos suaves, para dentro e para fora da cavidade, remove partículas de resíduos e a placa bacteriana.

Escova ortodôntica

Quem usa aparelho ortodôntico, preste atenção nessa dica. A escova ortodôntica foi desenvolvida para acabar com a sujeira que fica impregnada nos aparelhos, causadora de cáries, mau hálito e demais patologias.

As cerdas da região central da escova têm tamanho menor, caracterizando em alguns modelos uma estrutura em formato de “V”; em outros, formando círculos menores. Quaisquer desses modelos limpam o aparelho ortodôntico e os dentes de uma só vez.

Portanto, enquanto as cerdas periféricas ficam incumbidas de eliminar os resíduos nos dentes, as cerdas centrais aniquilam detritos de alimentos presos aos braquetes.

Escova unitufo

Alguma vez você já tentou retirar aquele pedaço de alimento que fica grudado nos dentes do fundo? Certamente não foi tarefa fácil. Mas a tecnologia, no meio odontológico, vai lhe auxiliar nessa hora.

Como o próprio nome sugere, essa escova tem um único tufo de cerdas. Com uma cabeça fina, seu manuseio é feito dente a dente. Dessa maneira, ela higieniza a boca de forma completa, atingindo os cantos dos dentes menos expostos e as cavidades mais profundas.

Por fim, é imprescindível a troca periódica das escovas. Elas, como qualquer outro produto, têm validade. Isso é perceptível quando as cerdas entortam em sua maioria. Continuar a usá-las, nessas condições, comprometerá sua saúde bucal, uma vez que o paciente aumenta a pressão da escova sobre os dentes, retirando o esmalte dentário e retraindo a gengiva cada vez mais.

Agora que você já sabe mais sobre os tipos de escovas de dente, não se esqueça de que a consulta ao dentista é indispensável para a avaliação pessoal e recomendação da escova ideal para as suas necessidades.

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Sobre Dr. Francisco

Dr. Francisco de Oliveira Castro
Dentista avaliador na clínica Vital Implantes.
CRO-DF 9447
Graduado em 1997 pela FELA-INCA/UEMG;
Pós-graduando em Implantodontia na EAP-ABO de Campo Belo - MG.

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