Qual é a importância dos exames dentais na recomendação de tratamentos?

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É muito comum que, ao visitar o seu dentista e relatar algum problema, ele peça um exame dental. E isso acontece porque, para iniciar um tratamento adequado, é preciso saber o que realmente está acontecendo com a sua saúde bucal.

Para cada situação, problema ou tratamento que será iniciado, existe um exame mais indicado. E são os resultados que vão apontar para o profissional qual caminho seguir a fim de prestar um bom atendimento.

Neste artigo, vamos falar sobre esses exames e também explicar por que eles são tão importantes. Acompanhe!

Qual exame dental o especialista pode pedir?

Um exame dental é solicitado pelo especialista quando há necessidade de avaliar com maior precisão se há a presença de problemas ou doenças bucais — e esse diagnóstico começa na consulta. Veja, a seguir, os exames que um dentista pode realizar ou solicitar:

Exame clínico

Na consulta de rotina, todo paciente é submetido a um exame clínico. Ele é feito por meio da observação de todos os dentes, dos tecidos da boca e da língua. Nesse momento, o dentista avalia as condições da saúde bucal do paciente, verificando se não há nenhum problema, doença ou anomalia.

Ele também pode fazer um exame com toques dos dedos na região do pescoço, da garganta, do maxilar, da parte interna das bochechas e das laterais da língua. Nesse caso, o profissional está em busca de caroços ou estruturas que possam indicar doenças bucais ou, até mesmo, o câncer de boca.

O exame clínico é rotineiro e deve ser realizado, porque sem ele o dentista não consegue saber como estão os dentes do paciente. Esse é o primeiro passo para iniciar um tratamento simples, como a restauração de um dente cariado, a remoção do tártaro ou uma limpeza de rotina.

Esse exame também pode servir de diagnóstico para que o dentista encaminhe o paciente para profissionais de outras especialidades, como um periodontista ou um ortodontista, caso o problema seja específico e não possa ser solucionado pelo clínico geral.

Radiografias

Dependendo do que o especialista constatar na avaliação clínica, ele pode solicitar outros tipos de exames dentais, que serão feitos fora do consultório, como a radiografia. Se o paciente relatar dor, por exemplo, pode ser um sinal de infecção, cárie de raiz, inflamação, dente incluso, entre outras complicações.

Então, a fim de ter certeza do que está provocando essa dor, é preciso fazer uma radiografia. Esse exame vai registrar imagens da arcada dentária e mostrar para o especialista onde está o problema que ocasiona os incômodos para seu paciente.

Com base nas imagens é que ele será capaz de avaliar as estruturas internas dos dentes e dos tecidos, que não podem ser analisadas no exame clínico. Assim, será possível decidir qual é o tratamento indicado para o caso.

As radiografias também são solicitadas para verificar se a pessoa tem todos os dentes, se todos os dentes permanentes da criança estão prontos para nascer, se os sisos estão bem-posicionados e para fazer a documentação para colocação de aparelhos ortodônticos. As radiografais podem ser:

  • intrabucais: quando o receptor de imagem é colocado dentro da boca do paciente. Essa técnica permite observar detalhes com maior nitidez;
  • extrabucais: fazem o registro de áreas maiores da anatomia do paciente, que permitem avaliar todo o conjunto de uma só vez, bem como a sua harmonia.

As radiografias também se dividem em tipos, sendo:

  • panorâmica: podem ser observados todos os dentes num grande conjunto em uma imagem só;
  • norma lateral: a imagem faz o registro do crânio lateralmente;
  • periapical: possibilita visualizar com detalhes os dentes e tecidos de uma região pequena da boca. Também é conhecida como radiografia dos arcos dentários;
  • interproximal: permite analisar as coroas dos dentes e, geralmente, é indicada para avaliação de cáries e observação da adaptação de coroas e restaurações;
  • oclusal: favorece a visualização da mandíbula e das maxilas. Permite avaliar, entre outros pontos, as raízes residuais de dentes perdidos e os dentes inclusos.

Porém, às vezes, o dentista precisa de mais informações para fazer uma avaliação ainda mais minuciosa. Nesses casos, ele pode solicitar uma tomografia computadorizada, como veremos a seguir.

3. Tomografia computadorizada

Não é um exame pedido com muita frequência, porque geralmente é indicado para casos mais específicos, como na avaliação para colocação de implantes dentários ou para o planejamento de um tratamento ortodôntico.

Trata-se de um exame rápido e não invasivo que possibilita capturar imagens muito precisas das estruturas ósseas. Ele pode indicar problemas como perda óssea, dentes retidos, traumas e disfunções da articulação temporomandibular.

Por que o dentista não pode indicar um tratamento sem realizar esses exames?

Como dissemos, um problema bucal pode ter diversas origens. Quando um paciente relata uma dor, é preciso investigar o que está acontecendo. Isso porque essa dor é apenas um sintoma, uma resposta do corpo, portanto, é fundamental descobrir aquilo que a está causando.

Com os exames, o dentista tem a certeza do problema e pode iniciar o tratamento ideal. Além disso, ele vai conhecer melhor a saúde bucal do paciente, saberá dizer se há infecções, se ele já passou por procedimentos (como canal ou restaurações), se já sofreu traumas, entre outros.

É somente com base nos exames que o profissional vai saber se o paciente pode fazer implantes, que tipo de tratamento ortodôntico é o ideal e ainda indicar a realização de cirurgias, caso seja necessário.

Sem os exames, é praticamente impossível dar início a um tratamento, afinal, o dentista estaria tratando exatamente o quê? E, além desses exames citados, ele pode pedir alguns que são complementares e ajudam a ter uma dimensão ainda maior do estado de saúde do paciente.

Esse é o caso do exame de urina e de sangue, que ajudam a analisar a presença (ou a extensão) de infecções, por exemplo. Os exames complementares também permitem identificar alguns problemas, como o diabetes.

Portanto, em alguns casos o dentista pode pedir, além do exame dental, outros que avaliem a saúde de um modo geral. E algumas vezes pode acontecer, também, de o paciente ser encaminhado para outros especialistas em função dos resultados desses testes.

Então, para que o dentista indique com sucesso o tratamento ideal, é essencial que tenha em mãos os exames que julgar necessário para conhecer o estado clínico de seu paciente.

Podemos dizer, assim, que o exame dental é um guia para o especialista e garante que erros não serão cometidos no diagnóstico, revelando as reais causas dos incômodos do paciente e as condições de seus dentes e tecidos.

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Sobre Dr. Francisco

Dr. Francisco de Oliveira Castro
Dentista avaliador na clínica Vital Implantes.
CRO-DF 9447
Graduado em 1997 pela FELA-INCA/UEMG;
Pós-graduando em Implantodontia na EAP-ABO de Campo Belo - MG.

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